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July 24, 2026 Uncategorized

É um conselho que passa de geração em geração: “Leva os sapatos, que eles acabam por alargar.” Mas será mesmo assim? A resposta é: depende. Embora alguns materiais possam ceder ligeiramente com o uso, isso está longe de significar que um sapato demasiado apertado se torna confortável.

“Existe algum fundamento neste mito, mas apenas em determinadas circunstâncias. Alguns materiais, como o couro natural, podem ceder ligeiramente e adaptar-se ao formato do pé. No entanto, esse alargamento é geralmente reduzido e não corrige um sapato que seja claramente demasiado estreito ou pequeno”, explica o podologista Miguel Vila Pouca ao 24notícias.

A ideia de que basta insistir no uso de um sapato apertado pode, aliás, sair cara à saúde dos pés. “Não devemos esperar que o pé se adapte ao sapato, deve ser o sapato a adaptar-se ao pé”, sublinha. “Utilizar calçado apertado na expectativa de que ‘vai dar de si’ pode provocar dor, bolhas, calosidades, alterações das unhas e, a longo prazo, contribuir para deformidades como o hálux valgo, vulgarmente conhecido como joanete, ou os dedos em garra.”

Por isso, se um sapato causa desconforto significativo desde o primeiro uso, a solução dificilmente passa por esperar que o material ceda. “Na maioria dos casos, isso significa simplesmente que não é o modelo ou o tamanho adequado.”

Os pés são a base de suporte do corpo e desempenham um papel fundamental na marcha, no equilíbrio e na absorção das forças geradas durante a locomoção. A forma como o calçado distribui essas forças pode fazer a diferença entre caminhar confortavelmente ou desenvolver problemas ao longo do tempo.

“Um calçado adequado ajuda a proteger o pé, promove conforto, reduz pontos de pressão excessiva e permite um movimento mais natural durante a marcha”, explica o especialista. “Embora o calçado, por si só, não seja responsável por todas as alterações musculoesqueléticas, pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de problemas quando não respeita as características do pé ou as exigências da atividade realizada.”

Em pessoas com doenças como diabetes, artrite ou deformidades dos pés, a escolha do calçado torna-se ainda mais importante.
“Nestas situações, um calçado adequado pode reduzir o risco de lesões e melhorar significativamente a qualidade de vida.”

Apesar da enorme oferta disponível no mercado, não existe um modelo universal. “Não existe um ‘sapato perfeito’ para todas as pessoas. O melhor calçado é aquele que responde às necessidades individuais, ao formato do pé e à atividade que vai ser realizada.”

O especialista recomenda optar por modelos que permitam aos dedos movimentarem-se livremente, respeitem o formato natural do antepé, ofereçam estabilidade ao calcanhar, tenham uma sola flexível na zona dos dedos, bom amortecimento quando necessário e um sistema de ajuste eficaz, como atacadores ou velcro.

Entre os erros mais frequentes está a tendência para privilegiar a aparência em detrimento do conforto.

“As pessoas continuam a escolher o calçado apenas pela estética ou a comprar um número abaixo porque acreditam que o sapato vai alargar”, refere. “Também é comum utilizar modelos demasiado estreitos durante muitas horas, usar diariamente sapatos muito gastos ou não adaptar o calçado à atividade que se vai realizar.”

A escolha começa ainda na loja. “Aconselho sempre a experimentar o calçado ao final do dia, quando os pés apresentam um ligeiro aumento de volume. É uma forma mais realista de perceber se o sapato será confortável no dia a dia.”
Antes da compra, é importante confirmar que existe espaço suficiente para os dedos, que o calcanhar permanece estável e que não há qualquer ponto de pressão.

“Um sapato confortável na loja tem muito maior probabilidade de continuar confortável depois.” Outra recomendação passa por alternar diferentes pares ao longo da semana. “Esta simples estratégia permite variar os padrões de carga sobre os pés e aumenta também a durabilidade do próprio calçado.” Para quem pratica exercício físico, a regra é igualmente clara.
“Cada modalidade deve ser praticada com calçado específico, que deve ser substituído quando apresentar desgaste significativo.”

Apesar de muitas pessoas considerarem normal sentir dores nos pés com o passar dos anos, os especialistas deixam um alerta.
“A presença persistente de dor nos pés, tornozelos, joelhos ou ancas não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento.” Nesses casos, a recomendação é procurar uma avaliação especializada.
“Uma avaliação por um profissional de saúde com formação em biomecânica permite identificar a origem do problema e orientar o tratamento mais adequado. Em muitos casos, pequenas alterações no calçado, associadas a outras intervenções, podem fazer uma diferença significativa na função, no conforto e na prevenção de lesões.”


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May 19, 2026 Exames

Já não é só coisa de atletas: está a aumentar a procura por palmilhas personalizadas

Pés (Pexels)

Os pés estão a ganhar um novo protagonismo. Perceber como caminhamos pode ser o primeiro passo para compreender dores e evitar novas maleitas. Nem sempre o corpo consegue corrigir as suas falhas. Quem procura palmilhas no mercado, por exemplo em lojas de desporto, arrisca-se até a agravar o problema. É também por isto que o mundo das palmilhas personalizadas está a crescer. Em Portugal, já são feitas com recurso a impressoras 3D

“O pé é a base de sustentação do nosso corpo”. Mas será que lhe estamos a prestar a devida atenção? Há um movimento de consciência nesse sentido, à boleia da prática desportiva, sobretudo depois da pandemia. E, com ele, o negócio das palmilhas personalizadas tem vindo a registar uma procura crescente – por atletas e não só.

“Sim, há cada vez mais pessoas a procurar este tipo de solução que não têm qualquer problema associado [ou seja, sem queixas específicas]. Na parte desportiva, principalmente depois da pandemia, quando muita gente começou a procurar melhorar o seu estilo de vida e a praticar exercício físico”, descreve Miguel Vila Pouca, podologista do Centro Clínico Andar em Lisboa.

Miguel Vila Pouca vê, em média, 400 a 500 doentes por mês nas várias unidades em que trabalha. É a partir dessa experiência clínica que critica algumas das soluções de palmilhas disponíveis no mercado, que, diz, muitas vezes não dão resposta ao problema de origem – “mesmo quando são prescritas por ortopedistas”.

“Há também quem vá comprar palmilhas a lojas de desporto a achar que a coisa se vai resolver, muitas vezes estão a descompensar ainda mais”, lamenta.

Quem o procura vem em busca do nível seguinte: as palmilhas personalizadas, impressas em 3D.

Miguel Vila Pouca especializou-se na produção de palmilhas personalizadas (DR)

Tratamento e prevenção

“A podologia não é só tratamento. É, acima de tudo, prevenção. Por exemplo, trabalho com atletas de alta competição, no sentido de evitar lesões e melhorar o seu desempenho”, argumenta Miguel Vila Pouca. As palmilhas podem ajudar a reduzir sobrecargas, a corrigir padrões de apoio ou na gestão de determinadas queixas.

Ainda assim, como vimos, não precisa de ser atleta para usar uma palmilha personalizada. Mesmo com a evolução no calçado, ele continua longe de ser ideal, de se encaixar perfeitamente no nosso pé. “Não é fácil encontrar o calçado correto”, reitera o podologista.

“Alguns problemas nos pés, na anca, nos joelhos e na coluna podem estar associados ao tipo de pé que temos e à nossa forma de andar ao longo da vida. O nosso organismo, a nível fisiológico, faz uma tentativa de compensação, mas não quer dizer que o faça da forma correta”, aponta.

Um investimento em saúde?

Um par de palmilhas personalizadas, feitas numa impressora 3D, não é para todos os bolsos. Se as ditas normais custam 130 euros, as versões para desportistas chegam aos 200 euros. A decisão sobre qual aplicar a cada doente cabe ao podologista. Os contornos de cada caso também ditam o tipo de material e revestimento a utilizar.

“O esqueleto da palmilha é desenhado e desenvolvido com detalhe, olhando para os focos específicos de cada pessoa. O modelo certinho é o modelo de cada doente. Os pés não são iguais”, insiste Miguel Vila Pouca.

E, mesmo depois do resultado final, é necessário “dar feedback” ao fim de uma semana para perceber se o encaixe está bom, se o material se adaptou totalmente aos contornos do pé.

É numa passadeira como esta, com o apoio da tecnologia, que se avalia como se movem os nossos pés (DR)

Importância da biomecânica

Para chegar à palmilha final, no Centro Clínico Andar exige-se um exame biomecânico da marcha. “Fazer palmilhas personalizadas sem este exame é fazer palmilhas sem critério. A biomecânica é uma das principais peças para compreender a origem de algumas patologias. Uma coisa é um traumatismo, outra é uma lesão provocada por um movimento que está a ser feito de uma forma incorreta”, acredita o podologista. Basta perceber que o tipo de movimentos é diferente na corrida, no futebol ou no padel.

Neste exame, o doente caminha numa passadeira equipada com sensores, que permite perceber como o pé se apoia no solo, de que lado o corpo faz maior carga e se há sinais que possam sugerir uma dismetria – ou seja, se há uma perna mais curta do que outra. Verdade seja dita, muitos de nós temos pequenas diferenças deste tipo. Contudo, há situações em que o desnível obriga o corpo a tentar uma compensação que acaba por ter consequências negativas.

“A tecnologia entra para confirmar o que o nosso olho treinado vê”, confirma Miguel Vila Pouca. E há muitas maneiras de fazer um retrato tecnológico aos nossos pés. Uma delas é recorrendo a um podoscópio, que faz uma espécie de retrato do nosso pé, indicando, entre outros, o tipo de arco plantar – por exemplo, se um pé é cavo. Contudo, “é uma coisa estática” e nós raramente estamos parados de pé nas nossas vidas.

Trabalho conjunto

Apesar de não ser uma especialidade médica, a podologia – que é uma profissão da área da saúde com regime próprio de acesso e exercício – tem vindo “a acrescentar muito à área da saúde nos últimos 15 anos”, através de um trabalho estreito com a ortopedia ou a fisiatria, acredita Miguel Vila Pouca. E acrescenta: “a podologia tem de estar inserida numa equipa multidisciplinar”.

Antes de terminarmos este artigo, convém referir as duas situações mais frequentes no pé: a fascite plantar e o joanete. No último caso, Miguel Vila Pouca argumenta que uma avaliação biomecânica da marcha pode ajudar no que respeita à progressão ou à recidiva, “corrigindo e minimizando o impacto através de palmilhas personalizadas”.

Material e revestimento das palmilhas depende do caso clínico de cada doente (DR)


March 29, 2026 NotíciasPodologia

Depois de um longo dia de trabalho, por vezes só nos apetece chegar a casa, vestir roupa confortável e relaxar. Seja pela comodidade ou até por questões de higiene, os sapatos ficam à porta e, entre paredes, quem manda são os chinelos ou as pantufas, nos meses frios. No entanto, embora a escolha pareça inofensiva, esse gesto simples pode estar a afetar a saúde dos pés.

Os sapatos que normalmente são utilizados em casa podem facilmente tornar-se num problema, seja qual for a idade. E quem o confirma é Miguel Vila Pouca, podologista do Centro Clínico Andar, em Lisboa. “Os chinelos e as pantufas não oferecem muito suporte ao pé e isso, muitas vezes, pode levar a alguns problemas que depois têm muitas vezes repercussões para a questão dos joelhos, da anca e da coluna”, frisa o médico.

Miguel Vila Pouca acrescenta que muitos destes produtos “têm solas finas e não absorvem muito bem o impacto.” Além disso, a grande maioria não tem material aderente. Como resultado, é mais fácil sofrermos quedas.

Além da estabilidade reduzida, o profissional refere que existe um conjunto de patologias muito comuns que podem surgir devido a este tipo de calçado, como distensões musculares, tendinites e fascite plantar (uma inflamação no pé).

“Estamos habituados, por exemplo, a andar calçados durante quase 10 meses do ano e depois, quando chega a altura do verão ou quando estamos de férias, temos a tendência a calçar chinelos. Aquilo não oferece suporte ao pé, é como se fosse uma tábua rasa”, aponta.

Além dos problemas musculares que podem surgir, existem também os dermatológicos, como as feridas. Miguel Vila Pouca aponta que muitos calçados acumulam humidade e acaba por haver uma predisposição para o desenvolvimento de bactérias.

Uma das melhores soluções, segundo o podologista, é andarmos com calçado adaptado ou até mesmo descalços (quando estamos em casa) com maior frequência. Mas atenção: a recomendação só deve ser seguida por quem não tem “grandes alterações a nível dos pés ou a nível da marcha.”

“As pessoas podem usar chinelos ou pantufas, mas que sejam mais adaptadas ao pé, que é uma coisa que é difícil de arranjar”, sublinha. “Há algumas marcas no mercado que começam a trabalhar nesse sentido, com calçado que dê mais estabilidade e que permita aos pés respirar, mas ainda é uma questão que se me perguntarem a mim qual é a marca, onde é que eu posso ir comprar, não é nada que esteja propriamente disponível com facilidade. Existem algumas soluções, mas são muito precoces.”

Neste caso e com poucas opções de solução à vista, o podologista salienta que é aconselhável usarmos sapatilhas que nos possam dar uma maior estabilidade.

“Depende muito de pessoa para pessoa”, refere. “Se é uma pessoa mais idosa, que já tem algumas limitações na mobilidade, não pode ter uma sola muito rígida, tem que ter alguma altura, mas também não pode ser uma sola que lhes causa atrito a andar”, aponta.

No caso dos jovens adultos, por sua vez, o profissional afirma que, normalmente, há uma maior tendência para utilizarem Havaianas, que também “não é muito recomendável”. “Como não dá suporte, nem estabilidade, é muito comum acontecerem tendinites e fascites plantares. É como tudo na vida, as coisas têm que ser muito com medidas.”

Além de apostar em calçado adequado, o podologista salienta que é necessário ter outros cuidados diários com os pés, sobretudo aqueles ligados à higiene. “Temos de lavar e secar bem os pés, para não ficar com nenhuma humidade; senão, depois, com o calçado fechado, podemos ter alguma predisposição para desenvolver algumas infecções da pele e das unhas.”

No caso de doentes com outras patologias, como os diabéticos, o profissional alerta ainda para as alterações na pele. Além de estarem atentos à higiene dos pés, precisam ainda ter atenção ao surgimento de feridas ou calosidade que possam desenvolver-se para complicações mais graves. “É como tudo na vida, as coisas têm de ser muito com medidas.”


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September 20, 2025 Notícias

Nos últimos anos, o treino de eletroestimulação muscular (EMS) tem conquistado espaço como complemento eficaz em programas de exercício físico e saúde. Longe de substituir o treino tradicional, o EMS deve ser entendido como uma abordagem secundária – um recurso adicional que, quando bem integrado, pode potenciar resultados e contribuir para a prevenção de lesões.

O que é o EMS?

O EMS consiste na aplicação de impulsos elétricos de baixa frequência que estimulam diretamente a contração muscular. Associado ao movimento ativo, permite recrutar fibras musculares de forma mais intensa, especialmente aquelas de difícil ativação em exercícios convencionais.

 

Benefícios como ferramenta complementar

  • Reforço muscular localizado: útil em processos de reabilitação e em populações que necessitam de estímulos adicionais em determinados grupos musculares.
  • Prevenção de lesões: ao fortalecer estruturas estabilizadoras, contribui para reduzir desequilíbrios musculares e compensações que frequentemente levam a lesões.
  • Apoio a populações específicas: pode ser vantajoso para pessoas com limitações articulares ou dificuldades em realizar exercícios de maior impacto.
  • Eficiência em tempo reduzido: sessões de curta duração oferecem estímulo relevante, funcionando como apoio em planos de treino globais.

 

O papel do EMS na prevenção de lesões

A utilização controlada do EMS pode ajudar a:

  • Melhorar a ativação neuromuscular, essencial na recuperação pós-lesão.
  • Equilibrar cadeias musculares, reduzindo assimetrias e sobrecargas.
  • Aumentar a consciência corporal, promovendo uma resposta muscular mais rápida e eficaz em contextos desportivos ou do dia a dia.

 

A importância da utilização responsável

Apesar dos benefícios, é fundamental reforçar que o treino EMS deve ser:

  • Supervisionado por técnicos especializados e credenciados em exercício e saúde.
  • Realizado apenas com marcas certificadas e equipamentos de confiança, garantindo a segurança do utilizador.
  • Integrado num plano de treino estruturado, nunca substituindo a prática de exercício físico convencional.

 

Conclusão

No Centro Clínico Andar, defendemos a integração do EMS como uma estratégia secundária e complementar, sempre orientada por profissionais qualificados. O seu uso responsável pode ser uma mais-valia na prevenção de lesões, no reforço muscular e na promoção da saúde global.

O treino EMS não é um atalho milagroso, mas sim uma ferramenta científica que, nas mãos certas, potencia resultados de forma segura e eficaz.

 

Artigo de Ricardo Ribeiro, Fisiologista do Exercício da Andar Clinic.

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October 12, 2024 NotíciasReumatologia

A comparticipação do termalismo deve ser enquadrada e aprofundado o custo-benefício para cada doente em particular.

Apesar de haver alguma evidência científica mais sólida, com a competência médica de hidrologia, de facto, não se compara a evidência científica que temos, por exemplo, com os medicamentos.

Há uma ausência de estudos de dimensão, robustez e profundidade que permitam sedimentar a utilidade desta terapêutica.

Não tenho dúvidas que, em determinadas circunstâncias, são clinicamente favoráveis, mas não podemos considerar o termalismo como uma panaceia universal para todas as doenças reumáticas – havendo situações em que até poderá ser contraindicado.

A prescrição médica devia ser apenas especializada e, na comparticipação, devia estar explícita a monitorização dos resultados, uma vez que há muitos doentes que não retiram daqui benefícios e acabam por representar um custo ineficaz para o SNS.

Artigo do Dr. Augusto Faustino, especialista em Reumatologia, no Centro Clínico Andar, publicado no Jornal de Notícias a 23 de setembro de 2024.


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October 10, 2024 Podologia

Vai correr uma maratona? Ou mesmo uma pequena corrida? Como estão os seus pés?
Cuidar dos pés é fundamental para garantir um bom desempenho e evitar lesões durante uma maratona.
Sabia que existem alguns cuidados que deve ter para potenciar a sua prova? Descubra quais!

Escolha do Calçado

Use ténis apropriados para corrida que ofereçam suporte, amortecimento e se ajustem bem aos seus pés. Não use calçados novos no dia da maratona; teste-os em treinos anteriores.

Meias Adequadas

Opte por meias de corrida que sejam confortáveis e feitas de materiais que absorvam a humidade, ajudando a prevenir bolhas.

Corte das Unhas

Mantenha as unhas dos pés cortadas e bem cuidadas. Unhas longas podem causar desconforto e aumentar o risco de lesões.

Hidratação da Pele

Hidrate a pele dos pés, mas nunca no dia da corrida para evitar humidade excessiva.

Verificação de flictenas/Bolhas

Se presentes, trate-a imediatamente para evitar complicações.

Fortalecimento e Alongamento

Realize exercícios de fortalecimento e alongamento para os pés e tornozelos, o que pode ajudar a melhorar a estabilidade e prevenir lesões.

Uso de Palmilhas

Se tem problemas específicos nos pés, como arcos altos ou pés planos, considere o uso de palmilhas personalizadas para oferecer suporte adicional e prevenir patologias associadas à prática desportiva.

Recuperação

Após os treinos, faça alongamentos e considere usar técnicas de recuperação, como massagens para aliviar a tensão.

Siga estes cuidados e garanta que os seus pés estão em ótimas condições para a próxima prova e correr uma maratona em perfeitas condições.
Pisar bem para correr melhor!

Artigo de Miguel Vila Pouca, podologista na Andar Clinic.


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O Aumento da Esperança Média de Vida, a Demência e o Alzheimer

Em Portugal o número e a percentagem de pessoas com demência é crescente, fruto do aumento da esperança média de vida que tem sido significativa e associada à redução da natalidade. No entanto, se analisarmos as demências por idade e por sexo, observamos que nas últimas décadas, ano após ano, se verifica uma redução na incidência da demência.

A Doença de Alzheimer é a demência mais frequente. E, sem dúvida, o principal fator de risco principal é a idade. Por outro lado, nas outras formas de demência a idade não é o fator determinante.

Assim, efetivamente, o envelhecimento, não é uma doença, mas é um fator de risco para um conjunto de doenças, onde se inclui a demência, nomeadamente a Doença de Alzheimer.

O diagnóstico da demência

Na abordagem de um doente com suspeita de demência, a história do paciente, a observação clínica e psicológica são, por isso, os elementos essenciais do diagnóstico.

A investigação clínica, ao associar marcadores químicos, neuropsicológicos e neurorradiológicos permite-nos afirmar com grande probabilidade que se trata de uma doença de Alzheimer. Apesar do diagnóstico ser sustentado por todos estes marcadores e exames, infelizmente até ao momento não dispomos de nenhum medicamento que atrase significativamente a evolução da doença.

A importância de confirmar o diagnóstico de Doença de Alzheimer

Confirmado o diagnóstico de demência é essencial excluir as múltiplas causas tratáveis da doença. Como o hipotiroidismo, défice de vitamina B12, aumento da pressão do líquor no cérebro, AVCs de repetição, etc. O diagnóstico de Alzheimer só se pode fazer após se excluir todas as causas tratáveis.

Na minha experiência enquanto Neurologista, na atualidade um número significativo de doentes estão rotulados de Doença de Alzheimer, a fazerem terapêuticas prolongadas, sem benefícios para a demência e, na verdade, sofrem de depressões ou alterações psicóticas não tratadas.

A prevenção da demência

Estudos epidemiológicos apontam para cerca de 40% das demências poderem ser evitadas e tratadas. A razão mais provável para a redução da prevalência da doença é o melhor controlo da hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, etc. Contudo, são também importantes para esta diminuição a utilização da anti-agregação plaquetária e anticoagulação na prevenção de fenómenos cardioembólicos.

Défice cognitivo e idade

A observação médica deve avaliar e valorizar cada vez mais os défices auditivos, visuais e dos outros órgãos dos sentidos que acompanham a evolução natural do processo de envelhecimento. E contribuem para o crescente défice cognitivo. Mas, podemos ainda reduzir a incidência das outras causas de demência não Alzheimer.

Como reduzir o risco de demência?

Reduzir a ingestão de sal, excesso de álcool, tabaco, drogas, benzodiazepinas, antiácidos e ter uma dieta equilibrada são os segredos para minimizar o risco de demência.

De acordo com algumas investigações, sabemos que nas pessoas com menor escolaridade, o Alzheimer evolui mais rápido. A reserva cognitiva é variável de pessoa para pessoa. Além destes fatores, hoje é consensual que se devem criar ambientes confortáveis e familiares que facilitem a estimulação cognitiva. Ler, jogar, conviver com os amigos, pensar e andar são atividades que estimulam o nosso cérebro e contribuem para o retardar do processo demencial.

Por exemplo, quando fazemos um movimento físico, como simplesmente andar ou quando nos é realizada uma massagem muscular estimulamos eletricamente o córtex cerebral.

Em suma, uma carícia, um abraço, um beijo estimulam da mesma forma outras áreas do córtex cerebral, não menos importantes.

Vamos pensar nisto e reduzir assim o declínio cognitivo?

 

Artigo de Joaquim Machado Cândido, diretor clínico da Andar Clinic, sobre a Doença de Alzheimer.

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September 9, 2024 Notícias

Fascite plantar – pisar bem para andar melhor

A dor no pé é um sintoma muito comum que pode ocorrer em variadíssimas situações, umas simples de identificar, outras mais complexas de diagnosticar e até difíceis de tratar.

Ao longo da vida, a maioria das pessoas já sentiu, pelo menos uma vez, uma dor mais persistente na planta do pé. Principalmente na zona no calcanhar, e em algumas situações, na zona mediana do pé. Não estamos a falar do famoso esporão do calcâneo, mas sim de fascite plantar.

A fascite plantar é uma inflamação na planta do pé que se caracteriza por uma dor aguda. Esta inflamação desenvolve-se devido a uma tensão ou força exercida numa estrutura fibrosa e pouco elástica, denominada fáscia. A sua principal manifestação clínica é a dor na zona do calcanhar que ocorre no início do dia quando colocamos o pé no chão e damos os primeiros passos, tende a melhorar ao longo do dia, mas quando em repouso, a dor retorna. É mais comum ser unilateral.

As pessoas que manifestam esta patologia apresentam um tipo de pé cavo (excesso de curvatura) ou plano, o chamado pé chato (sem curvatura).

Em qualquer uma das situações, assim que sofre alguma tensão mais brusca, a fáscia acaba por inflamar. Existe um tipo de população que acaba por padecer mais desta patologia, nomeadamente os atletas de corrida, devido ao movimento repetitivo e tensão exercida durante a prática desportiva. Além disso, sendo provocada por excesso de tensão sobre a fáscia, a população que apresenta excesso de peso (obesidade) está também mais predisposta a esta patologia. Principalmente se ocorreu um aumento de peso brusco ou se iniciou atividade desportiva com calçado não indicado.
Em ambiente laboral, as pessoas que desempenham a sua atividade profissional durante muitas horas de pé, com pouca mobilidade, têm também um risco elevado de desenvolver fascite. De salientar ainda que, devido ao rápido aumento de peso durante a gravidez, e pelo facto de a estrutura do pé não estar preparada, as grávidas podem também sofrer com fascite.

Quais as causas da fascite plantar?

Na maioria das vezes não existe uma causa única e específica para o desenvolvimento desta inflamação. É comum a presença de um conjunto de fatores que predispõem para o seu desenvolvimento. Por exemplo, sabemos que as pessoas que praticam exercício e que também têm excesso de peso são as que têm mais predisposição para desenvolver esta patologia. O uso inadequado de calçado, seja na prática desportiva (ténis) ou calçado dito mais confortável (chinelos rasos ou havaianas), contribuem também para o desenvolvimento da inflamação da fáscia.
O uso de salto alto excessivo pode ser também uma causa para o desenvolvimento desta patologia nas mulheres.

A existência de outras doenças associadas, como, por exemplo, a artrite reumatoide pode também contribuir para este desfecho, ou muitas vezes, dificultar o diagnóstico.

Por este motivo, a fascite plantar exige uma avaliação clínica e deve ter uma abordagem multidisciplinar. Para se obter um diagnóstico correto, o profissional de saúde pode ter de recorrer a exames complementares de diagnóstico. Entre eles o raio-x em carga, ecografia ou ressonância magnética.

Tratamento da fascite plantar

O tratamento conservador deve ser o privilegiado numa primeira fase. Passa pelo uso de palmilhas personalizadas, algum repouso e exercícios de relaxamento que as pessoas podem fazer em casa. Caso não se obtenha ao fim de algum tempo resultados consistentes, pode ser necessário algumas técnicas de fisioterapia. E, em alguns casos mais severos, poderá haver necessidade de recorrer também a procedimentos, como infiltrações ou mesmo cirurgia.

A resolução total da fascite pode ser demorada. Nesse sentido, a prevenção é essencial, também com o uso de palmilhas personalizadas.

Se pretender saber mais sobre esta patologia visualize algumas das participações da AndarClinic sobre este tema na CNN, na TVI, entre outros.

Artigo de Miguel Vila Pouca, podologista da Andar Clinic, sobre fascite plantar, uma inflamação na planta do pé.

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July 12, 2024 Notícias

Dr. Joaquim Machado Cândido, Diretor Clínico da AndarClinicEnvelhecemos antes de nascer? O envelhecimento da população em Portugal, nas últimas décadas, resultado do aumento significativo da esperança média de vida, torna essencial uma abordagem médica multidisciplinar centrada na melhoria do bem-estar, capacidade funcional e autonomia das pessoas. Envelhecemos antes de nascer?

Nós não queremos viver apenas mais, nós queremos viver bem.

Assim, a multiplicidade de diagnósticos que cada um de nós vai acumulando ao longo da vida, resultado de sucessivas observações médicas fugazes. Mas exames que se perdem a conta, contribuem para a polimedicação que assisto diariamente e cada vez mais, ao longo de mais de 40 anos a fazer consulta de Neurologia.

São listas intermináveis de diagnósticos, de medicamentos para tratar efeitos secundários de outros medicamentos e se nos distraímos acaba a consulta sem sabermos. Mas, afinal, o que trouxe o doente ao médico? O que o preocupa? O que fazia que já não consegue fazer? Envelhecemos antes de nascer?

Assistimos a múltiplas abordagens parcelares do idoso que na área da saúde mental contribuem para a generalização do diagnóstico de Alzheimer quando com frequência se tratam de depressões, AVC ou perturbações psicóticas.

Por outro lado, na área musculoesquelética os doentes mostram-se com uma multiplicidade de exames complementares de diagnóstico, de abuso de anti-inflamatórios, analgésicos. Sem entendermos a real origem da doença.

É urgente, assim, uma abordagem global da pessoa tanto na área mental e psíquica como no aparelho musculoesquelético.

Desse modo, é com esta visão da medicina atual que senti a necessidade de construir uma equipa. Com vários especialistas integrados, que têm como missão contribuir para um envelhecimento ativo e consequente bem-estar.

Artigo de Joaquim Machado Cândido, diretor clínico da Andar Clinic.


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December 3, 2023 Notícias

O Dia da Mobilidade

Celebrado em diversas partes do mundo, é um lembrete importante da necessidade de garantir que todos tenham acesso igualitário aos espaços públicos e serviços, independentemente das suas habilidades físicas. Este dia destaca a importância da mobilidade inclusiva e visa sensibilizar a sociedade para as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam diariamente. Ao promover a acessibilidade, podemos criar um ambiente mais acolhedor e equitativo para todos. Promovendo um mundo acessível para todos.

Desafiando Barreiras: Rumo a uma Sociedade Inclusiva

A mobilidade é um direito fundamental, e o Dia da Mobilidade destaca a importância de remover barreiras arquitetónicas, fornecer transporte adaptado e promover atitudes inclusivas. Ao criar cidades e comunidades acessíveis, não apenas facilitamos a vida das pessoas com deficiência, mas também enriquecemos a experiência de todos os cidadãos. Promovendo um mundo acessível para todos, este dia serve como um chamado à ação para governos, empresas e indivíduos, incentivando-os a trabalhar juntos na criação de um mundo onde a mobilidade é um direito universal, e não um privilégio.


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